
E para os que passavam,a menina continuava ali,parada a olhar o vendo balançar e remexer seus cabelos.
Para os que a conheciam,leves risadas de compaixão escapavam-lhe por seus lábios,com uma pequena pena e esperança alheia que o confortavam,pondo o tempo como culpado e curador.
Para os pais,uma leveza inexplicável os atingiram,estavam livres de um peso da própria consciência.O orgulho de volta aos olhos.
O vento não ajudaria,torcia para que ao menos levasse os rastros do pneu embora da areia.Enquanto não se movesse,o tempo não estaria passando,parada ali no instante em que a vida ainda tão recente para ela,parecia ter sido tirada.
Com a inocência pisada,vista aos olhos mais abertos,um coração que ainda não aprendera a amar,ou talvez,amar já nascia sabendo,mas não a esquecer.Que vida será essa que maltrata um coração tão jovem e agora não mais tão ingênuo.
Poupava-lhe as lágrimas para não torna-las em ódio.Sabia que era muito nova,porém não escolhera amar.Talvez nunca mais o visse,nem ouvisse sua voz,estariam elas guardadas em uma eternidade particular onde apenas ela poderia alcançar,onde aquele vento que o levou dentro de um carro nunca iria bater,onde em si o primeiro amor iria permanecer.
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