
Sento-me a cabeceira da cama, minha mente voa me deixando preso nesse quarto que me sufoca, que tanto me impede de respirar. Convivo com meu cotidiano abandonado, deixo aberta as feridas, não as sinto , porém as vejo.Quero a cicatriz permanente para assim ver o para sempre do erro. O silêncio então me completa, promove o encontro entre meus eus, me preenchendo com todo o vazio necessário, já que a alma cheia procura o descanso.
Sinto a dor em carne viva , quando jogo meus olhos através do quarto lotado, e te vejo entre milhares. Posso te perder, porém não escapo de mim. Se você vive com o remorso da falha, saiba que vivo com o arrependimento do meu próprio abandono. Quando me pus a mercê da tua escolha, esqueci do meu próprio reflexo.
Não te perdôo,pela falta de perdão que então me faltava para continuar a viver. Já não o procuro mais, se um dia incompleto viver, saberei que não foi por tua falta, e sim pela minha própria.
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