domingo, 13 de junho de 2010

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Com um sorriso no rosto lhe disse adeus. minha mente se libertava , meu pulmão era livre para primeira vez poder respirar sem peso após tantos anos. “estou liberto” - pensava , mas então porque meu coração se contorce em dor e agonia a cada segundo que tu se afasta. Penso eu estar acostumado com a dor diária, antes causada por você , e hoje causada por sua ausência.
Seria eu meu próprio castigo ? viver na dependência daquele que me faz mal, mas sem o qual não consigo viver ?

Ah , loucura essa que empurra meus dias !faz o cotidiano ser o pequeno desastre necessário para vida.Porém agora lhe disse o adeus, o abracei , o beijei , e fecho os olhos enquanto meus lábios sorriem, no meu próprio infinito negro, ainda consigo lhe ver em minha frente , como a primeira vez, sentir o vento que me batia , a lua que se escondia , o grande abate feito sobre meu coração, com seu olhar que me devastou e me prendeu.

Onde estive nesse meio tempo ? perdido em algum lugar entre de ontem de anos , e o hoje infinito ? entre o meu eu mudado após você e o que um dia fui ?
Essa dor que tanto me transformou , que chamei de amor , que foi a ilusão de uma dependência mútua, quando na verdade era só minha. Então devo sofrer como qualquer outro dependente, sofrer da agonia de tua abstinência, para assim sem ela, me achar e me trazer de volta.

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