
Um dia cansei.cansei e fui embora.tentei fugir,tentei me despedir,tentei largar,abrir mão do cansativo,do exaustivo.Mas ao meio da caminhada de partida,descobri que ele continuava ligado a mim.Frustração.Pois então descubro que este tal mal se encontra em mim.essa necessidade de extremos que me balança,me pondo sob meu próprio abismo do qual nem a existência sabia.
Foi quando cansei de pensar,levantei e decidi comprar flores.Das quais seriam dadas para mim,por mim.Liberdade maior inexistente,e agora em êxtase do próprio ato.
Ao sair pela rua,sinto a vida morna vista nas faces a passar à minha frente,continuo a caminhar,a vida é sentida tão efêmera,onde será que irei encontrar a razão?decidi que seria perigoso demais procurar por uma razão,assim como talvez por minha alma gêmea,irei morrer incompreendido e incompleto.
Abro os braços e sinto o leve e quase não percebido vento fresco passar por minhas roupas,fecho os olhos,esperando que ele leve consigo alguma parte de mim.A conversar comigo,peço perdão a mim por ter passado sobre meu próprio coração,minha vontade é grande e forte,porém não pude tira-lo do chão.
Então,sem razão,sem coração,e sem muito menos uma alma para chamar de gêmea,volto para casa com minha liberdade em mãos,a ponho em um vaso e a respiro,tentando assim faze-la entrar um pouco em mim, e voltar a libertar esse corpo que sem nada há pertencer,pertence ao vazio.
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