
é a hora do nada , da coisa sem nome.onde o pequeno vocabulario dado a nós nao chegou.
pare e entenda , ou melhor pare e sinta.sinta essa extenso vazio externo que tanto reprime.
áh como a o tempo urge , e exige , exige tanto que me desgasto.como uma pequena sinfonia de Liszt,é firme e imponente ,não importa o que há à sua frente , esqueceu de seu passado , e nisso sou levado, levado para não sei onde do futuro.
como parar este tempo?eu que nao tenho em mãos este poder.mas lembro-me de quando este coração selvagem parou,sobre teclas graves gritantes da surpresa.
como uma presença é o suficiente para deter os segundos e fazer meus olhos tao perdidos se acharem?
o estranho é quando estou com voce, é que não me acho,apenas me perco, me perco dentro do que achei que era eu.
este eu condenado a carregar um nome que nem se quer o pedi, esse eu que foi tomado e domidado pelo mundo.e a desgraça maior que se abate sobre mim é tu,pois me ve por inteiro,sou o ser puro sem nome para me esconder.
áh e como te quero! quero-te em todos os tempos , no meu presente , no meu futuro , te jogar em meu passado para dar-lher um sentido!
mas nem aqui tu estáis , serei eu louco de querer-te tanto acima do meu proprio relogio?
sei que um dia ainda irei de te achar, se não seu ser com teu nome ,mas com nome de outros.
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