
Então no fundo não vivemos para a mudança em si, mas sim, para desabafar o que temos preso.Um desespero anônimo que temos por dentro. Vivo assim sabendo desse desespero que me toma ,pela falta que necessito sentir, como uma droga que me vicio e sem ela não sinto, não vivo ,não respiro. Me prendo sob tentativa do controle de não olhar para o tempo que se recusa a passar, vivendo assim o sofrimento devagar e constante até minha completa libertação. Libertação essa que sinto quase impossível de ter, o som da voz que entra e me toma ,percorrendo meu sangue e tomando meu corpo, um sentimento doce e falso de uma felicidade ilusória ,que passa e fico eu sem conseguir me levantar.
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