E cada vez mais afundando aos poucos, fecho meus olhos em busca de algo no escuro, algo que perdi e me sinto incompleto.Sou vago em meus pensamentos, sensível ao mais leve toque na pele que sinto na carne, a intensidade que me move por dentro devasta tudo por fora. Passei os anos evitando tudo que fizesse entrar em contato com essa força desconhecida, o peso por dentro que me prende nessa vida de desassossego.
Me vejo como a luz do fim de tarde,durante dias é bela,fácil e leve. Dias que pesa tanto quanto o ar que prendemos por medo de deixá-lo sair junto com palavras tão quentes quanto. Procurando não ser, vivi não sendo por tempo demais.
Então assim abrindo os olhos para o sol, o vento me levou. Morrer não dói, viver nos mata devagar, tirando nossa energia, nos deixando fracos, fazendo nascer sem nos avisar que tudo é mortífero , e não devemos temer a morte, mas sim deixar morrer sem saber o porque. Vivo, pois nasci, mas amo por escolha,viver o risco da eterna morte de amor. É o ideal de paraíso, viver, morrer e renascer por amor em apenas vinte e quatro horas.
Renato, você é muito talentoso e suas palavras são lindas e de muito sentimento!
ResponderExcluirBeijo Gaby =)
Eu nem lembrava que você escrevia, e derrepende me deparo com essa obra maravilhosa e me recordo que foi assim que te conheci. Me sinto tocado por tão belas palavras, pois tanto falam sobre o que estou sentindo nesse exato momento. Realmente seu talento é enorme e fico feliz por poder ler isso. Parabéns, Renato!
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