Sinto o calor , o batimento , a gravidade me sugando cada vez mais para baixo.os braços presos , pernas atadas , movimento impassível .estou no centro da terra , no buraco fundo e quente. A lava a minha volta não me queima mais , meu suor evapora pela falta de vontade de lutar para continuar em meu corpo.
A vida é o fim que estamos presos , o fim sem nome , sem reação , sem agitação.tudo se movimenta igualmente, puxando tudo e todos para baixo. Não importa seu nome , seu endereço , sua idade. Todos vivemos do fim , e sobre ele construímos uma historia de acomodação e conformismo.sentir a revolta conformada não faz a diferença , sentir os anos , os dias , as horas , nos matando , tirando a cada momento um pouco do auge de nossas vidas , nos fazendo miseráveis e cada vez menos intensos. A juventude nos foi dada pelo prazer da beleza , da força e energia , e junto uma condição , cruel e continua, assistirmos nossa própria derrota e deformação.é o preço que pagamos pelo prazo de validade ao nascermos, não morrer após o ápice , e sim , assistir o declínio.
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