O nervosismo chega me abraça e me toma como sua. Não foi a pálida lua que me trouxe de volta, não foram as estrelas quem guiaram , foi sua falta.
Ainda te sinto em meus braços . como um lento dançarino , me movo junto contigo.continuo olhando para o nada , rezando para meu próprio ser , para que do nada , me transforme em tudo,me bastando , me tornando própria , fazendo com que entenda minha própria solidão , a solidão do individuo ,o eterno e simples vazio em minha alma ,aprendendo a torná-la parte do ser consciente, me fazendo então , nunca mais ter de olhar em teus olhos para sentir o ar, entrar em meu corpo novamente.
Sento olhando para o sol, ainda posso sentir suas mãos, poderia dar-te o resto dos meus dias, para reviver um só momento ,quando pela primeira vez senti-me limpa , nua, e leve. quando teus olhos me libertaram, fazendo-me enxergar a vida em mim.
Procuro-te nos lugares errados, jogando minha sorte no ar, andando nas ruas em busca de te encontrar, ruas estas, vazias de gente, experimentando o desespero me tocar.
Leva o meu pecado contigo e leva junto, uma parte minha, pois está te contém, a que mantém viva. e neste vazio , que eu me encontre , plena e completa.e desde então , porque sou , não serei mais tua.
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